quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Títulos de Artes

COLEÇÃO/SÉRIE: O MUNDO DA ARTE.
01 - A COR DA CRIAÇÃO (Paulo Pasta). Foco: Processo de Criação.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 23’.
Composto por três blocos, o documentário apresenta, no primeiro, o artista Paulo Pasta trabalhando em seu ateliê. Ele comenta sobre seu processo de criação e sua paixão pela cor, sem contorno, sombras ou perspectivas. No segundo bloco, conhecemos sua história, as influências em sua construção poética, desde Matisse e Monet, presentes na coleção Grandes gênios da pintura, até a pintura metafísica na década de 80. O procedimento técnico e inventivo do artista é apresentado no terceiro bloco, assim como seu contato com a literatura. A busca de passagens sutis de cor, dos limites tênues, a ligação com a memória, com o tempo do amadurecimento e da experiência, o fazem dizer: “o maior luxo do mundo é o silêncio”. O documentário nos convoca para ouvir suas cores.

02 - A HERANÇA DE MESTRE VITALINO. Foco: Patrimônio Cultural.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2000. Duração: 23’.
O primeiro bloco do documentário apresenta o contexto de Alto do Moura, em Caruaru/PE, onde o barro do Rio Ipojuca se uniu ao gênio de Mestre Vitalino, um sertanejo iluminado que faz a crônica de seu tempo e sua gente em bonecos que ganharam fama pelo mundo. O segundo bloco apresenta depoimentos de familiares e produções de peças de barro dos artesãos que foram seus discípulos, com comentários do museólogo Walmiré Porto, do Museu do Barro de Caruaru. A terceira parte finaliza com as novas gerações, que fazem deste povoado o maior centro de arte figurativa das Américas.

03 - AMELIA TOLEDO: RAZÃO E INTUIÇÃO.
Foco: Materialidade.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2000.
Duração: 23’.
O documentário, em três blocos, apresenta Amelia Toledo em seu processo de pesquisa com a materialidade. Tendo a natureza como fio condutor, a artista transita por diferentes domínios, desde a pintura em tela, a aquarela, os objetos e instalações, até as grandes obras inseridas nos espaços urbanos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Projetos futuros, no computador ou envolvendo o planeta terra, revelam a ousadia e o humor dessa artista, no momento em que grava o documentário, aos 74 anos.

04 - ANITA MALFATTI: MODERNISTA POR NATUREZA. Foco: Mediação cultural.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 23’.
O documentário tem como ponto de partida a exposição Uma viagem com Anita – a festa da forma e da cor, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado - MAB/ FAAP, em 2001, em São Paulo. A cenografia da exposição é mostrada com destaque à re-criação tridimensional de uma obra que pretendia que os visitantes “entrassem dentro de um quadro”. A diretora do museu, Maria Izabel Branco Ribeiro, apresenta um panorama sobre a obra de Anita Malfatti, mesclando fatos da vida pessoal à sua trajetória artística. É possível verificar os costumes de início do século 20, as influências das viagens realizadas e seus professores, além das críticas que recebeu e a sua importância para a concretização do movimento modernista brasileiro. Malfatti é mostrada, também, como precursora de uma metodologia de arteeducação.

05 - ANTONIO SAGGESE: ARQUEOLOGIA DA IMAGEM. Foco: Saberes estéticos e culturais.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2002. Duração: 23’.
O trabalho do fotógrafo paulistano Antonio Saggese é focalizado neste documentário que mostra seus temas mais freqüentes e as mudanças ocorridas em seu processo de criação. Imagens em seu estúdio revelam suas narrativas visuais, elaboradas a partir de imagens pré-existentes por meio de mudanças nos contextos e abordagens em função das necessidades expressivas do fotógrafo. À frente das fotografias de Antonio Saggese, somos surpreendidos com a descoberta de algo comum a todas elas: a presença, dentro de cada uma, de uma outra fotografia; a imagem de um rosto ou de um corpo que nos olha enquanto nós os olhamos. São fotos que nos põem sob a mira do mirado e, portanto, sob o risco do jogo espetacular.



06 - A OBRA MONUMENTAL DE POTY. Foco: Processo de Criação.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 1998. Duração: 23’.
O documentário é posterior ao falecimento de Poty e apresenta um caráter biográfico e documental. No primeiro bloco, a história do artista é destacada desde sua infância: desde os cadernos escolares repletos de desenhos às ilustrações e gravuras. No segundo, vemos a sua obra pública na cidade de Curitiba seus enormes painéis comemorativos e alegóricos em pintura sobre azulejos, em cimento e em vitral, ocupando edifícios da cidade. Seus desenhos e o processo de construção dos painéis com moldes de madeira ou isopor, no qual o vemos trabalhando numa rápida imagem, complementam o panorama sobre Poty um observador extraordinário da vida.

07 - ARTE E MATÉRIA. Foco: Processo de Criação.
Direção: Maria Ester Rabello. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2000. Duração: 23’.
Dois artistas paulistanos: Artur Lescher e Flávia Ribeiro. Neste documentário, o vínculo entre eles é o envolvimento na pesquisa do comportamento de materiais durante a ação criadora de suas obras. Transitando por imagens colhidas no ateliê dos artistas, o documentário oferece a fala de Artur Lescher e Flávia Ribeiro, comentando sobre os procedimentos que utilizam, as questões em que se debruçam durante o processo criador e o uso de novos suportes na criação artística. É fazendo ecoar a matéria que Artur, nos objetos tridimensionais, e Flávia, na gravura, mostram sua singularidade na arte, nos fazendo silenciar para observar.

08 - AS FÁBULAS DE ANTONIO POTEIRO. Foco: Processo de Criação.
Direção: Sarah Yakhni. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 23’.
Em três blocos, o documentário registra o depoimento de Antonio Poteiro. No primeiro deles, o artista fala sobre sua temática, destacando a brasilidade presente em suas pinturas e esculturas, e sua trajetória como filho de um poteiro. No segundo bloco, o artista valoriza a cor da terra de Goiás em sua cerâmica e as festas regionais como as cavalhadas e os capuchinhos, entre outros temas. Comenta, também, como o artista Siron Franco o incentivou e introduziu no mundo da arte. No terceiro bloco, Poteiro mostra produções artísticas de três gerações: seu pai, seu filho e dele próprio. Por meio do documentário podemos perceber o seu processo de criação, no qual se sente livre para criar: “Eu faço o que eu gosto, depois os outros que gostem”.

09 - A TAPEÇARIA DE NORBERTO NICOLA. Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2000. Duração: 23’.
Fios coloridos com um intenso brilho. Uma imagem que revela e esconde. O documentário sobre o artista paulista Norberto Nicola começa com a câmera “dentro” de uma de suas tapeçarias, mostrando um detalhe do material. O artista apresenta sua casa-ateliê, em área central da cidade de São Paulo. Em três blocos distintos, Nicola apresenta sua produção com ênfase na tapeçaria, desde sua concepção até a finalização, explicando sua técnica. As influências recebidas são explicitadas. O artista mostra, ainda, sua pesquisa na cultura popular em trabalhos que se aproximam da arte têxtil: a arte plumária indígena, a cestaria e as manifestações populares como o Boi-Bumbá, o carnaval, etc. Norberto Nicola apresenta também sua criação na computação gráfica.

10 - AUTO-RETRATO. Foco: Processo de Criação.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 23’.
A exposição Auto-retrato: espelho de artista, organizada pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP, na Galeria de Arte do Sesi do Centro Cultural Fiesp, sob a curadoria de Katia Canton, apresenta o tema em seis módulos. O documentário os revela como fios condutores, com a participação da própria curadora e crítica de arte, e do artista plástico Gustavo Rezende. Uma visão histórica nos permite perceber os auto-retratos como registros singulares.



11 - BARAVELLI: COLECIONADOR DE IMAGENS. Foco: Processo de Criação.
Direção: Kátia Klock. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 23’.
O documentário, dividido em três blocos, apresenta o artista plástico Luiz Paulo Baravelli mostrando suas obras e seu percurso de criação, em seu ateliê. No primeiro bloco, uma breve retrospectiva sobre sua formação evidencia o início de seu percurso em 1960. Suportes com recortes inovadores e sua metodologia de trabalho são mostrados no segundo bloco. Desenho, pintura e colagens desvelam o olhar/pensar deste artista que tem, nas imagens do cotidiano, também retratadas nos jornais, fonte para as suas produções que podem começar de modo muito diverso.

12 - CARLOS FAJARDO: PARA TODOS OS SENTIDOS. Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2002. Duração: 23’.
Documentário em três blocos com obras realizadas entre 1968 e 2003. O primeiro bloco inicia com o artista paulistano, em seu ateliê, depois o focaliza discutindo instalação, junto a seus alunos, na ECA/USP. Fajardo fala sobre sua formação, enfatiza o desenho, cita os percursos na Escola Brasil e sua atuação como artista-professor. O segundo bloco amplia conceitos de arte.Começa com uma esfera girando, ressaltando a matéria. Depois, a conceituação de desenho se alarga nos desenhos com papel e chumbo. Na seqüência, traz a discussão sobre a diferença entre desenho e pintura, e segue mostrando a montagem da instalação na 25ª Bienal de São Paulo. O terceiro bloco enfatiza a instalação no Projeto Arte/Cidade SESC Belenzinho. Depois, no ateliê, o artista fala da fotografia em seu trabalho.

13 - CORES URBANAS. Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Maria Ester Rabello. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo.Ano de produção: 2000. Duração: 23’.
O documentário exibe em três blocos a pintura mural através de diferentes artistas e da produção presente na cidade de São Paulo. A voz em off da narradora é intercalada com informações, obras e depoimentos dos artistas Carlos Matuck e Vallandro Keating, dando ritmo ao documentário. O primeiro bloco traz uma visão histórica sobre os murais, além da produção dos artistas citados. A urbanização das cidades, que leva a arte às ruas, está no segundo bloco, com artistas brasileiros na década de 50, o interesse político na produção de obras murais, e, ainda, os muralistas mexicanos. O terceiro bloco parte de um afresco do artista Rebolo e segue numa incursão sobre o grafite e suas técnicas como arte urbana. No final, Carlos Matuck conduz ao grafite das ruas da periferia da cidade de São Paulo.

14 - DESENHO: ARTE E CRIAÇÃO. Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Maria Ester Rabello. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2000. Duração: 23’.
O documentário, dividido em três blocos, inicia-se com os desenhos de Di Cavalcanti, mestre modernista, presentes no acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP, comentados pela curadora Helouise Costa. No segundo bloco, Silvio Dworecki, em seu estúdio, introduz conceitos do desenho como processo significante de toda estrutura das artes visuais. O artista provoca seus alunos em processos expressivos que enfatizam a observação atenta e desinibição do traço. O último bloco traz a construção poética da artista Carla Caffé com seus desenhos da cidade e da presença humana no contexto urbano, realizados em suas viagens.

15 - GRAVURAS DE MARIA BONOMI. Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2000. Duração: 23’.
Em três blocos, são apresentadas a artista Maria Bonomi, sua obra na linguagem da gravura e suas principais técnicas. Cada uma das técnicas é mostrada distintamente, permitindo o uso do documentário em blocos isolados. A primeira apresentada é a xilogravura e, no segundo bloco, a litogravura. A artista também dá esclarecimentos sobre a autenticidade da cópia e procedimentos técnicos com o apoio do impressor. No último bloco, são mostrados os procedimentos da gravura em metal e os instrumentos básicos para a incisão na matriz e suas variantes. É enfatizado como a obra da artista alterou o significado da gravura, deixando de ser uma arte intimista para adquirir grandes formatos e ganhar presença em espaços públicos.



16 - ISTO É ARTE? Foco: Saberes estéticos e culturais.
Direção: Geraldo Santos. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 1999. Duração: 23’.
O documentário apresenta Celso Favaretto, mestre e doutor em filosofia, comentando sobre conceitos e transformações ocorridas no domínio da arte, do século 19 à contemporaneidade. Imagens de arte e comentários são mesclados a perguntas comuns, que a maioria das pessoas gostaria de fazer sobre arte. O documentário tem uma forma didática e acessível, tendo sido editado a partir de trechos da palestra proferida por Celso Favaretto no espaço Itaú Cultural em julho de 1999.

17 -  KARIN LAMBRECHT. Foco: Processo de Criação.
Direção: Zezo Cintra. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2002. Duração: 23’.
Documentário que apresenta o percurso artístico e a poética pessoal da artista Karin Lambrecht, com falas da própria artista e comentários da crítica de arte Borsa Cattani, do diretor do Museu de Arte do Rio Grande do sul Ado Malagoli – MARGS/ Porto Alegre, Fábio Coutinho, e do critico Agnaldo Farias. O documentário é composto por imagens de sua exposição individual no MARGS, que reuniu pinturas que retratam a trajetória da artista entre 1999 a 2002; além do trabalho apresentado na sala especial de 25ª Bienal de São Paulo em 2002. Em destaque, há os trabalhos de Karin Lambrecht feitos com sangue de carneiro. Sua produção se faz singular na arte brasileira.

18 - LASAR SEGALL: UM MODERNISTA BRASILEIRO. Foco: Mediação cultural.
Direção: Maria Ester Rabello. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2000. Duração: 23’.
O documentário apresenta a vida e a obra de Lasar Segall, artista lituano naturalizado brasileiro, que se tornou um dos nomes expressivos da arte moderna. Os depoimentos de seu filho Maurício Segall, da crítica de arte e historiadora Vera D´Horta, do diretor e da coordenadora do setor educativo do Museu Lasar Segall na época da realização do documentário, respectivamente Marcelo Araújo e Denise Grinspum, falam da concepção deste museu que ocupa a casa onde o artista viveu na cidade de São Paulo e que tem como acervo grande parte de sua obra.

19 - MACROFOTOGRAFIA (JUAREZ SILVA). Foco: Conexões transdisciplinares.
Direção: Mariana Cronenberger. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 24’.
Com o fotógrafo Juarez Silva exploramos os caminhos que percorre pelas matas do Parque Estadual da Cantareira em São Paulo e visitamos brevemente seu estúdio. Juarez Silva é especialista em macrofotografia e nos mostra seu trabalho no qual registra de perto pequenos cogumelos e animais como sapos e insetos. A macrofotografia possibilita expor detalhes de pequenos seres que não perceberíamos com facilidade a olho nu, o que favorece além do seu uso artístico e publicitário, o científico. O fotógrafo destaca a necessidade de educar o olhar para perceber e trabalhar com este pequeno mundo, compondo imagens com qualidade visual.

20 - MARCOS COELHO BENJAMIM: O FAZEDOR DE COISAS. Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2002. Duração: 23’.
O artista apresenta uma síntese de sua obra: anotações, desenhos, pinturas, objetos, instalações, um universo de escolhas e “ajuntamentos” de coisas encontradas (madeiras, latas, ferros velhos). Para a construção das obras, faz conexões entre formas, matérias e materiais. A experiência de realizar trabalhos no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, toca-o de modo particular: “uma miséria absoluta com um fazer absoluto... um silêncio absoluto, uma volta à matéria”, diz o artista. Do ateliê podem ser vistas partes da periferia de Belo Horizonte, ficando visíveis as ligações com o espaço externo e os elementos trazidos de fora que, juntos, tornam-se “um quintal... uma coisa importante, a ser internalizada”, como afirma Marcos Coelho Benjamim.



21 - Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2002. Duração: 23’.
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22 - MONUMENTOS DE FRANZ WEISSMANN. Foco: Patrimônio cultural.
Direção: Amilcar Monteiro Claro. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 23’.
O documentário apresenta um panorama da carreira de Franz Weissmann, a partir de uma grande exposição na Casa França Brasil/RJ, em 2001. Com narração do próprio artista e comentários do curador e narrador, o documentário é dividido em três blocos. Inicia abordando a biografia e formação de Weissmann, que imigra ainda muito jovem para o Brasil e se define como um construtor de planos e não um escultor. No segundo bloco, são apresentadas as influências e questões conceituais de sua produção como a relação entre obra e público. A arte pública é mostrada como um dos grandes focos de seu trabalho. O terceiro bloco finaliza abordando questões formais das obras como a tridimensionalidade, o uso das cores, seu trabalho com planos, espaço ocupado e vazio, luz e sombra.

23 - NUNO RAMOS: ARTE SEM LIMITES. Foco: Materialidade.
Direção: Maria Ester Rabello. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 23’.
Nuno Ramos fala sobre a sua obra, configurando sua estrutura e estética. No primeiro bloco do documentário, é apresentada uma de suas produções em andamento no período, Minuano (2000), em que utiliza pedra e espelho. Os conceitos básicos em sua poética, apontados por ele e pelo crítico de arte Lorenzo Mammì, são o conflito de materiais, a junção de matérias que não poderiam estar juntas e um olhar atento para o comportamento da matéria. Sua formação, influências e trajetória artística são apresentadas no segundo bloco, que focaliza também seu processo de produção, a experimentação e acúmulo de materiais. No terceiro e último bloco, são apresentadas algumas de suas esculturas e instalações.

24 - O LIRISMO DE RENINA KATZ. Foco: Materialidade.
Direção: Sarah Yakhni. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2002. Duração: 23’.
Renina Katz marca gestos sobre papéis e sobre pedras litográficas – desenha e grava, neste documentário. A artista comenta sua trajetória pelos desenhos, aquarelas, litogravuras e xilogravuras, enfrentando e construindo diferentes materialidades. Discorre sobre sua vida e influências – artistas e movimentos. Fala sobre cores e transparências sobre desenhos e atos de desenhar: “quando começo a pensar, desenho um esboço estrutural, incorporo acasos... atenção e concentração... para ir além do projeto inicial”. Ela nos mostra como desenha e as maneiras de se realizar uma litogravura, desde as primeiras marcas do gesto, até a impressão e finalização da gravura.

25 - RECORTES DE LEDA CATUNDA. Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Amilcar Monteiro Claro. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 23’.
O documentário, gravado na casa-ateliê de Leda Catunda, mescla obras, processo de criação, materiais expressivos, falas da artista e da narradora. No primeiro bloco, Leda Catunda lembra a avó que costurava e argumenta como esse fazer se tornou ferramenta indispensável ao seu trabalho que ganha visibilidade com a chamada Geração 80. A artista mostra suas apropriações de imagens no segundo bloco, seus hábitos de trabalho e projetos. Adepta da experimentação, Leda Catunda fala, no último bloco, sobre sua pesquisa de materiais, cita a rua como tema inesgotável, bem como a memória, que passam a ganhar novas dimensões em sua linguagem híbrida.

26 - RUBENS MATUCK: A AQUARELA NO BRASIL. Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Maria Ester Rabello. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2000. Duração: 23’.
A trajetória artística do artista plástico Rubens Matuck é apresentada em três blocos. No primeiro, vemos os documentos de viagem do artista: a natureza como matéria fundamental na sua experiência estética e artística. No segundo, as histórias imaginadas, suas ferramentas de trabalho como pesquisador das coisas e uma breve história da cor e da aquarela, desde a pré-história. O artista nos mostra, no terceiro bloco, as diferenças e semelhanças entre procedimentos da linguagem da aquarela oriental e ocidental.



27 - SHOKO SUZUKI: CERÂMICA E TRADIÇÃO. Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2000. Duração: 23’.
Neste documentário, passeamos pela casa/ateliê da ceramista Shoko Suzuki, em São Paulo. A artista, de origem japonesa, fala da presença da cerâmica em sua infância, dos preconceitos que enfrentou ao decidir ser ceramista, da decisão de vir ao Brasil, inspirada por um documentário sobre a criação de Brasília, e de como se sentiu acolhida no país. Suzuki fala de seu processo de criação e mostra suas obras, comentadas também pelo crítico de arte Jacob Klintowitz e familiares. acompanhamos seus gestos ao amassar o barro, ao tornear as peças, ao juntar “cobrinhas”, ao cortar e alisar para dar acabamento. Seus gestos, que gravam desenhos em sua superfície, pintam, cobrem de verniz preparado por ela mesma, e o ritual da queima nos convidam para conhecê-la melhor.

28 - SIRON FRANCO: NATUREZA E CULTURA. Foco: Conexões transdisciplinares.
Direção: Sarah Yakhni. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 23’.
O documentário apresenta o artista Siron Franco mostrando e falando sobre suas produções. Conta sobre sua vida e sua opção por ser artista, desde os 9 anos de idade. No primeiro bloco, Siron apresenta seu amplo ateliê localizado em uma chácara, sobre o qual fala: tudo o que está aqui está em processo. No segundo bloco, fala de sua infância, dos artistas que o influenciaram e de sua atuação como artista-cidadão, que se indigna com os acontecimentos a sua volta. Mostra, também, o Monumento às nações indígenas realizado por ele a partir da encomenda de um comitê da Eco 92. O documentário é finalizado com o depoimento do artista sobre diferentes assuntos, nos indicando a urgência da sua criação impregnada de um olhar ético sobre o mundo.

29 - TOMIE OHTAKE: O TRAÇO ESSENCIAL. Foco: Linguagens Artísticas.
Direção: Cacá Vicalvi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2000. Duração: 23’.
Tomie Ohtake, a dama das artes visuais, apresenta sua arte de forma singela neste documentário que se divide em três blocos e que nos permite conhecer a sua vida e obra. Em seu ateliê, a artista nos conta sua trajetória, a chegada ao Brasil, a dedicação à família, a participação no Grupo Seibi e a relação entre arte e vida. O documentário mostra as linguagens artísticas que Ohtake elege para sua criação: pinturas, gravuras, cenários e esculturas, obras expostas no espaço aberto em meio ao passeio público ou em salas de exposições, pelo Brasil e no mundo. Traz, ainda, a análise do poeta, crítico e parceiro na arte Haroldo de Campos. Diante da arte de Tomie Ohtake, podemos apreciar linhas, formas e transparências, leveza e força de uma arte que se constrói no percurso de mais de 90 anos da artista.

30 - TRAJETÓRIA DA LUZ NA ARTE BRASILEIRA POR PAULO HERKENHOFF. Foco: Forma-conteúdo.
Direção: Alex Gabassi. Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo. Ano de produção: 2001. Duração: 56’.
O documentário aborda a exposição Trajetória da luz na arte brasileira, ocorrida no Itaú Cultural/São Paulo, em 2001, com a curadoria de Paulo Herkenhoff. A exposição contempla cento e vinte e cinco artistas e mais de cento e setenta obras com apresentação e comentários do curador, e apresenta a luz na história da arte brasileira, elemento visual capaz de estabelecer um nexo entre os séculos 19 e 20. Entre as várias obras de arte expostas, podemos encontrar pinturas neoclássicas, românticas, naturalistas, pontilhistas, impressionistas, expressionistas, entre outras.

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